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Comecemos com uma pergunta: ao se escrever um artigo sobre música,sobre o que é que se escreve? Não há falta de assunto que gera esta pergunta.
Ao contrário', estamos mais próximos de perguntar o que é a música. Se um discurso têm um  objetivo, pergunta-se aqui que tipo de objetivo é tratado nos discursos  sobre música,onde se localiza o discurso. Mais precisamente onde a música está; considerando-se as suas diferentes formas de aparição. Será que ela existe como um objetivo no sentido clássico do termo, como um elemento ou uma coisa, ou como um processo?
Vários discursos tratam a música como se ela fosse uma partitura, outros como se fosse uma performance; como a idéia que surgiu na cabeça do compositor; outros, mais raros tratam-na como um conceito ou estrutura que pode ser expresso em textos. Enfim onde está a música? É ela sua partitura? Sua performance? Sua gravação?. Está nos textos que falam sobre ela ou está nos ouvintes? Está na mente do compositor? Ficamos numa situação imprecisa.
Música não é só partitura , pois existem músicas sem grafia. Não pode ser apenas performance, pois cinco interpretações diferentes da mesma música seriam cinco obras diferentes?
Uma gravação pode registrar um momento muito especial de um interprete,  uma leitura única e irrepetivel (o interprete cria uma outra obra).
Metafisicamente falando, a música em sua essência seria independente da escrita que é um mero registro da idéia.Seria algo transcendente, alem da partitura e interpretação.
O compositor,  quando compõe é simultaneamente compositor, interprete, ouvinte, etc...
O interprete não lê simplesmente uma partitura, ele interpreta aquilo que lê, torna significante a escrita musical.
O ouvinte não ouve apenas sem perceber os fenômenos e aparências, como coisas dadas. Ouvir é escrever. Portanto a percepção de uma nota é uma abstração, tal como audição de uma escala : não se ouve uma escala, ouve-se sons organizados como escalas.
Assim, onde está a música? Em nada e em tudo. Ela não é um ente nem metafísico nem presente. Seu sentido é o próprio rastro. O processo musical é uma arquiestrutura: a música se inscreve(escreve de diversas formas, memórias, gesto físico no disco, etc).
Se a música é uma arquiestrutura  onde ela esta?. Sendo uma arquiestrutura essa pergunta perde seu sentido,pois a idéia de tempo e de espaço não existem  aqui. Ela só pode estar num lugar: um não-lugar que é o próprio processo, a diferencia, o rastro, o traço.

(Zampronha, E.S.
Were is music? ArteUnesp 

S.P. V.12  P.115-133  1.996)

O tempo passou. Eu cresci e nosso relacionamento amadureceu.
Não dependemos tanto um do outro.
Temos nossas próprias atividades, nossos próprios desejos e objetivos.
Mas continuamos juntos, compartilhando nossas experiências, nossas vidas. Que seja sempre assim, pois estarmos juntos,  faz-nos muito felizes!

Guarujá

Do Guarujá, mais precisamente da ARLS Joaquim Gonçalves Ledo nº 303, vieram os obreiros acompanhando seu V\M\ Guilhermo Bahamonde Manso para realizar uma sessão conjunta.
A PA37 além da grande alegria que teve com os trabalhos, recebeu uma linda placa que mostramos abaixo.